A idealização do meu projeto de Média-Arte Digital (PMAD) tem como objetivo explorar a interação entre o público e o artefacto artístico, onde essa interação funciona como catalisador para transformações na obra final. Este conceito surge da vontade de criar uma experiência dinâmica e personalizada, em que a participação ativa ou passiva do público desempenha um papel essencial na narrativa e no impacto final.
Neste projeto, a narrativa será moldada pelo próprio público através de um modelo participativo. A comunicação desta ideia será realizada por meio de interfaces intuitivas, que permitam ao público compreender, de forma imediata, como as suas ações influenciam o artefacto. Por exemplo, o movimento de objetos físicos ou interações em plataformas digitais, como redes sociais, poderá resultar em alterações visíveis, tais como mudanças de cor, forma ou até na própria composição. Esta abordagem proporciona ao público a oportunidade de “viver” a obra de forma única e personalizada.
A interação constitui o elemento central do projeto. A obra evoluirá continuamente e será distinta para cada participante. Por exemplo, sensores de movimento poderão captar dados do deslocamento dos visitantes numa instalação física e traduzir essas informações em elementos visuais no artefacto. Outra possibilidade é as interações nas redes sociais, como comentários, partilhas ou reações, possam ser usadas para provocar alterações em tempo real no artefacto digital. Este aspeto reforça a ideia de uma experiência única, moldada pela contribuição de cada utilizador.
Reconheço, no entanto, que a execução técnica do projeto apresenta desafios significativos devido à falta de conhecimento técnico de algumas das ferramentas necessárias. Para superar estas lacunas, planeio recorrer a recursos educativos para aprendizagem autodidata, bem como considerar colaborações com especialistas que possam complementar as minhas competências.
Embora a metodologia ainda esteja em desenvolvimento, o meu projeto PMAD procura criar um espaço onde tecnologia e arte se fundem para oferecer uma experiência verdadeiramente interativa e transformadora, centrada na relação entre o público e a obra.
Referências bibliográficas:
Veiga, P. A. (2020). O Museu de Tudo em Qualquer Parte: arte e cultura digital – inter-ferir e curar. Grácio Editor. https://tinyurl.com/37j872pt
Fredrich, V. E., & Oliveira, A. M. (2019). Arte, imagens digitais e interatividade. ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTES PLÁSTICAS, 28, Origens, 2019, Cidade de Goiás. Anais. https://tinyurl.com/4b3bbdmr



